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"Minhas mãos estão horríveis."

Essa era frase que eu mais escutava quando estava na loja. Era comum ver as pessoas entrando e experimentando anéis e falando que as mãos não estavam bonitas ou que as unhas não estavam feitas. Mas, cá pra nós, porque a gente se preocupa tanto com isso? Por que a gente se preocupa tanto com a aparência das nossas unhas e das nossas mãos, quando na verdade elas contam tanto sobre a nossa história do jeito que elas são?

As minhas, por exemplo. Eu dificilmente consigo deixar minhas unhas crescerem, ou até mesmo pintá-las. Por conta do trabalho, fazendo as jóias, minhas unhas estão sempre quebrando e tê-las compridas demais atrapalharia o processo. E não adianta muito pintar, porque o esmalte acaba descascando muito facilmente. Acho que as minhas tatuagens também às vezes acabam deixando as minhas mãos um pouco mais austeras do que eu gostaria.




Ao mesmo tempo, quando olho para minhas mãos, vejo muitos cortes, pequenas cicatrizes de algumas queimaduras, mas quando penso que elas estão "feias" tento me lembrar no quanto elas contam a minha história, no quanto de mim está nelas. Minhas mãos são como são por darem vida a tudo que eu faço, seja numa jóia, seja num desenho, seja num texto. Minhas mãos carregaram o peso que me trouxe até aqui, secaram lágrimas, desenharam minha trajetória, bateram palmas, cumprimentaram pessoas. Abraçaram, afagaram, apertaram ou desfizeram nós - físicos ou imaginários.

Da próxima vez que olharmos para nossas mãos, devemos lembrar que elas vão muito além da aparência. Elas são nossas histórias invisíveis.

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Cheguei em casa exausta hoje. Estava na rua desde as 6 e meia - cheguei já passava das 19h. Tirei os sapatos, tirei meus anéis, estava com as mãos um pouco inchadas depois de um dia tão intenso. Reparei que estava com uma marquinha de bronzeado no lugar onde minhas jóias costumam estar: tirá-las é quase como tirar uma peça de roupa. Há um sentimento de nudez, como algo que está faltando, talvez porque eu quase nunca tiro os anéis dos dedos exceto em momentos como esse.



Foi uma sensação engraçada. Olhar para minhas mãos vazias me fez sentir quase como ter tirado uma parte de mim. Eu uso as mesmas peças há tanto tempo que estar sem elas parece até... errado. Estar com a marca queimadinha de sol é só uma lembrança de que algo pertence àquele lugar - depois que sair do banho, me deitar, descansar e finalmente minhas mãos desincharem, aqueles anéis vão voltar ali pro lugar ao qual eles pertencem pra estarem junto comigo quando acordar pela manhã, pronta pra iniciar mais uma jornada.

Algumas coisas simplesmente não são coisas. São afetos.

Sthe

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Há quanto tempo você não escreve uma receita à mão?


Me fiz essa pergunta na última semana enquanto percorria entre algumas idéias para um de nossos photoshoots. Algo me fez pensar que receitas são como pequenas jóias: elas também são um gesto de carinho, com muito significado, que costumávamos passar como herança na nossa família.

Essa receita era da minha avó.




A tecnologia veio e acabou por levar consigo muitos hábitos, inclusive este, então decidi criar alguns cartões para poder usar nas imagens. O resultado ficou bem lindo e achei que valeria a pena compartilhar para que vocês pudessem participar desse pequeno resgate junto conosco.

O arquivo formato pdf pode ser baixado clicando aqui. Ele está em formato A4 e pode ser impresso em qualquer impressora, com papel comum. Entretanto, para que o cartão fique mais resistente, recomendamos usar um papel de gramatura igual ou superior a 180g. No nosso caso, usamos Canson colorido 180g.


Quando usar, não esqueça de compartilhar conosco marcando o nosso perfil no Instagram, @instadatout. Um beijo,

Sthe

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